
O pé diabético é uma das complicações mais sérias da diabetes, associada a um risco elevado de feridas de difícil cicatrização. Existem dois tipos principais de diabetes — tipo 1, em que o pâncreas deixa de produzir insulina, e tipo 2, em que há défice e resistência à insulina — e ambos podem, ao longo do tempo, afetar a circulação e a sensibilidade dos pés.
Porque exige cuidado redobrado
A neuropatia associada à diabetes pode reduzir a sensibilidade dos pés, dificultando perceber pequenas feridas ou pontos de pressão a tempo. É uma das razões pelas quais o pé diabético está entre as principais causas de ocupação hospitalar de causa não traumática em Portugal, segundo dados da Direção-Geral da Saúde — o que reforça a importância da prevenção e do acompanhamento regular.
Cuidados diários recomendados
- Inspecionar os pés diariamente, procurando feridas, bolhas ou alterações de cor
- Usar calçado com espaço suficiente para os dedos e sem costuras que pressionem a pele
- Secar bem os pés após o banho, sem aplicar creme entre os dedos
- Nunca remover calos por conta própria — procurar um profissional
- Manter um bom controlo da glicémia, fator central na cicatrização
O papel da ozonoterapia
A ozonoterapia pode ser utilizada como complemento no acompanhamento de feridas do pé diabético, nomeadamente na limpeza de tecido desvitalizado, graças às suas propriedades desinfetantes. Não substitui o acompanhamento médico da diabetes nem o tratamento da ferida por um profissional de saúde — é sempre avaliada caso a caso, em complemento ao plano já em curso.
A informação nesta página é de carácter geral. A adequação da ozonoterapia a cada caso depende de avaliação individual.
